segunda-feira, 29 de setembro de 2014

RELATO DE PARTO - PARTE II - QUANDO PROVO A MIM MESMA QUE DOU CONTA DE PARIR

Olá, mam@es! Para você que ficou curiosa pela segunda parte do meu relato de parto, enfim este dia chegou! Mas confesso a vocês que não me recordo dos momentos mais profundos do parto, por isso chamei meu parceiro, companheiro, vulgo MARIDO, para escrever este texto comigo. Se apresente MARIDO:

Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Primeiramente vou explicar algo que talvez minha querida ESPOSA não tenha comentado: sou um pouco esquecido. Mas era inevitável ela me convocar para essa segunda parte do relato, já que, naquele dia, tava ocupada com "outros afazeres". Então vamos ao relato dessa nossa aventura a dois! Ou melhor, a três! Prometo que vou tentar dar o meu melhor pra lembrar de todos os detalhes e, sobretudo, tentarei imprimir todo os sentimentos daquele dia incrível! Obrigado pelo convite e pela confiança, mô!

Voltando o texto para a mam@e aqui! Como vocês perceberam no meu primeiro relato, sou uma pessoa um tanto controladora, ou seja, sou A ansiedade em pessoa. Então, a partir da 37ª semana, já passei a achar que, em qualquer momento, o Lucas nasceria. Por isso comecei a fazer tudo aquilo que dizem que desencadeia trabalho de parto naturalmente. Fui para acupuntura; tomei milhares de banhos quentes pelando (e com isso queimei a resistência do chuveiro elétrico e quase explodi a fiação elétrica da casa); chamei a Doula para me ensinar a fazer o tal chá da Naolí (se você não sabe o que é isso, clique aqui); fui ao cinema assistir o filme mais meloso que tivesse em cartaz (credibilidade científica, a gente se vê por aqui); comi comidas com pimenta (nada insuportável); fiz caminhadas; pratiquei yoga; namorei... E é claaaaaaro que Lucas só "deu as caras" depois que desencanei totalmente!

Foi com 40 semanas + 3 dias que ele realmente quis nascer. Se você leu a primeira parte do relato (se não leu, clique aqui), já percebeu o quão providencial foi trocar de obstetra, pois neste dia, estávamos exatamente no meio daquele feriadão mencionado, entre Corpus Christi e o dia de São João. Minha obstetra estava viajando, mas voltaria naquele dia. Por volta das 6:30h da manhã, acordei sentindo algo descer pelas pernas, levantei, fui ao banheiro e continuei sentindo. Era bem pouquinho, mas descia e por isso concluí que tinha sido a bolsa. Senti um misto de alívio pela chegada do dia e medo. Fui acordar o marido e ele ficou todo bobo. Decidimos ligar e avisar nossa equipe obstétrica (obstetra, enfermeira e doula). Dra. Camila, nossa obstetra, estava em um local pouco acessível e a chamada caia na caixa postal. Mas Tanila, a enfermeira obstétrica, que seria minha acompanhante médica em casa até que o trabalho de parto estivesse bem avançado para irmos ao hospital, me atendeu. Relatei o ocorrido e como ainda não sentia dores, ela me disse para ir descansar, que o parto estava próximo, mas podia começar para valer só mais para noite. Então liguei para Tarsila, nossa doula e amiga, que também me tranquilizou e pediu para avisar quando as contrações iniciassem. Logicamente não consegui voltar para cama e dormir, então levantei de vez às sete da matina, fui tomar meu café e avisar aos meus pais, que já tinham viajado para cá da cidade deles para me ajudar com o meu filho mais velho. O novo netinho deles estava dando sinal que queria nascer!

Passou-se uma hora e as contrações deram "Oi". Começaram já em curto intervalo, 2-3 minutos, mas ainda com pouca duração. Liguei para toda a equipe de "-ilas" novamente, a doula Tarsila apareceria primeiro por volta das 10h e daria um feedback para a enfermeira Tanila de como estavam evoluindo as contrações. Tanila se encarregou de conseguir contato também com a obstetra Dra. Camila e se fosse o caso, ligaria para a obstetra back up (equipe maravilhosa que temos em Salvador, sempre tem alguém de back up).

Foi aí que algo inesperado aconteceu e deixou meu coração apertadinho. Davi, meu filhote mais velho, parecia pressentir que, naquele dia, deixaria de ser o filho único. Acordou e não queria comer nada. Tentamos dar coisas saudáveis, até chegar nas não saudáveis que ele gostava e ele não aceitou nadinha. Fiz carinho, peguei no colo e quando foi para o colo do pai, ele vomitou (diga-se de passagem, pela primeira vez na vida). Fiquei mais sensível ainda e já sentindo dor, não sabia o que fazer. O pai deu um banho nele e, como ele ainda demonstrava sono, minha mãe o colocou para dormir novamente. Quando Davi acordou, graças a Deus, parecia que já tinha resolvido com ele mesmo que não perderia nada naquele dia e sim ganharia um lindo irmão para lhe fazer companhia pro resto da vida! E aí voltou ao seu normal: comeu, brincou, imitou a mam@e vocalizando entre as contrações e trouxe alívio para meu coração.

Voltando ao início do trabalho de parto, Tarsila se encarregou de cronometrar as contrações e me livrou de ficar pensando no tempo, me ajudando muito a relaxar. As dores existiam, mas nada insuportável. Tomei o chá da Naolí novamente, Tarsila fez um escalda pés e depois decidimos subir as escadarias do meu prédio para ajudar o trabalho de parto engrenar. Após ele me acompanhar por alguns andares, conversei com meu esposo e pedi para que ele ficasse com Davi até o trabalho de parto engrenar de vez, aí sim pediria para ele ficar comigo. E assim passou a manhã, tentei almoçar um pouco, tomei bastante líquido e fui orientada a tentar descansar entre uma contração e outra. Achava que seria impossível, mas no quarto escurinho, sentada na bola de pilates, com musiquinha colocada pelo marido, conseguia cochilar encostada na cama. Tanila chegou por volta das 12:30h em nossa casa e começou a monitorar os batimentos cardíacos do Lucas. Tanila e Tarsila conversando entre si, sugeriram subir novamente as escadas. As contrações continuavam durando pouco e elas queriam intensificar isso. Moro no 12º andar, mas contando com os dois níveis de garagens e pelotis, até o meu andar, são 14 andares. Desci ao térreo de elevador e fui subindo degrau a degrau e parando quando as contrações vinham. À medida que ia subindo, as contrações foram ficando mais dolorosas, quando cheguei ao 8º andar só pensava no meu chuveiro quentinho e, como diz Tanila, subi voando até o 12º andar. Daí por diante não queria mais sair debaixo do chuveiro quentinho, sentada na bola de pilates. O único problema é que a chave de energia do chuveiro caía a cada 10 minutos e logo a água ficava gelada.

Pois é, bem neste dia, tinha jogo do Brasil! O nascimento de Lucas foi permeado por coincidências, pois também nasci no meio da Copa do Mundo de 86 e no dia do jogo do Brasil. Como disse antes, meus pais estavam conosco em casa e minha mãe trouxe com ela várias lembranças deste dia, sobre o qual, curiosamente, eu nunca tinha perguntado a ela. Foi um bom pano de fundo para tirar o foco da dor do parto. O comportamento dos meus pais durante o parto também foi inesperado. Achava que, para meu pai, seria mais fácil presenciar a evolução do parto e entender minha decisão. De fato, ele entendeu e respeitou, mas não conseguiu sequer me olhar durante todo o trabalho de parto. Ficava agoniado só de me ouvir vocalizando. Já minha mãe, que também tem a experiência de um parto normal e uma cesárea, conseguiu presenciar parte do parto, vez ou outra ia até o quarto de casa, ver como eu estava e ao fim, ficou na porta da sala de parto me ouvindo e lembrando do seu próprio parto, como ela me disse depois. Mãe, te ter por perto me deu paz e foi por esta paz que consegui me entregar ao trabalho de parto sem me preocupar com os cuidados com meu filho mais velho.

À medida que a tarde ia dando vez para a escuridão, o trabalho de parto ficava mais intenso e doloroso. Tarsila fazia massagem na minha lombar a cada contração e minhas vocalizações iam indicando que o trabalho de parto já estava chegando na parte final. Tanila achou por bem fazer um toque para decidirmos se estava na hora de irmos ao hospital. Era por volta das 17h, o jogo do Brasil estava começando, a cidade estava concentrada e parada e foi quando tive a notícia que já estava com 8cm de dilatação. Poxa, foi um alívio ouvir isso! E na hora perfeita! Nossa ida ao hospital nunca poderia ser tão rápida. Mesmo assim, a parte do carro é realmente como eu li em vários relatos de parto: desesperador. Os avós e o filhote ficaram em casa. Chegando lá encontramos com a nossa obstetra no estacionamento. Antes de sair de casa, Tanila tinha conseguido contato com ela para informar do trabalho de parto e ela agilizou o retorno. Já na portaria, começaram os protocolos hospitalares “sem sentido”. O recepcionista insistia que eu precisava subir para o quarto na cadeira de rodas, normas do hospital. Dra. Camila garantiu que aquilo não era necessário e que eu não iria de cadeiras de rodas, o recepcionista muito a contra gosto aceitou. As contrações já estavam bem dolorosas e as vocalizações já estavam mais para gritos mesmos. Fui para o quarto e lá ficaria até a hora do expulsivo (dilatação completa). No quarto, Dra. Camila começou a monitorar os batimentos cardíacos do Lucas e eu pedi para voltar para o chuveiro. Mas antes precisava cumprir mais um protocolo “sem sentido” e um tanto quanto cruel em uma mulher em trabalho de parto ativo: tirar sangue para a tipagem sanguínea, mesmo eu estando com todos os meus exames lá. Mas depois desta etapa, “corri” com a bola de pilates para debaixo do chuveiro. Como era boa a água quentinha batendo na bacia! O marido ficou comigo debaixo d’água me dando um apoio moral, sentimental, religioso e se entregando de fato ao trabalho de parto. Acho que deu até para esquecer que estava tendo jogo do Brasil, né, Amor? rsrsrs.

Daqui em diante, vou entregar o relato para ele, pois a memória começou a ficar turva neste momento, a “partolândia” invadiu meu ser e me recordo de fragmentos apenas. Enquanto ele for escrevendo o que ele lembrar, eu vou incluindo meus sentimentos e pensamentos! Quando a cor do texto ficar preta sou eu que estou escrevendo. O texto é todo seu, André:

Bom, pessoal, vamos ao que lembro! Antes de ir para o PPP (Sala Pré-Parto, Parto e Pós-Parto), rezamos Ave-marias debaixo do chuveiro, vocalizamos juntos e esperamos no quarto até a “vocalização” estar bem audível no corredor da maternidade. Dra. Camila fez um toque e constatou dilatação completa, hora de ir para a sala de parto. Saindo do banheiro do quarto, o estômago da Bianca não quis mais se segurar e vocês já podem imaginar o que aconteceu né. Logo na saída do quarto, quem encontramos: os avós com o filhote mais velho, pois tinham sido muito otimistas com o tempo de parto. Desapontados, foram para a sala de espera.

Já sabíamos que o espaço no PPP não era lá essas coisas, mas parece que ficou menor ainda com aquela sensação de ansiedade. Entramos por volta de 19:30h lá, baixamos a intensidade da luz e conseguimos ficar só nós e a nossa equipe, sem ninguém do hospital, o que não é o usual. Ponto positivo pro hospital! Numa primeira observada, descartamos o chuveiro, porque só teria espaço lá pra Bianca e mais uma “ila”. A bola também seria logo descartada. Agora não lembro bem a ordem certa das posições, mas lembro que fomos prum aparelho chamado “cavalinho”, em que eu fiquei de pé por trás dela sentada apoiando com todas as minhas forças a parte debaixo das costas dela, pois era do que ela mais reclamava de dor. Ficamos ali balançando e vocalizando nem sei por quanto tempo, mas lembro que dei uma cochilada. Sim, admito que dormi por uns 5 segundos, mas agora lembro também que foi nesse momento que reuni todas as minhas forças e disse pra mim mesmo que, dessa vez, eu não deixaria de participar de tudo e dali pra frente, tentei me manter o mais forte e lúcido que pude pra ajudar no que fosse preciso a Bianca. Então comecei: “Você pode, mô! Você consegue. Fica firme. Você é linda. Nosso filho é lindo! Ele vai vir bem! Na hora dele, como nós queríamos. Ele já tá vindo...” E continuei cochichando no ouvido dela o que meu coração tivesse querendo passar pra ela.

Pelo que lembro, resolvemos sair daquele aparelho pra tentar acelerar o trabalho de parto com a Bi de pé. A Bi tava esgotada já, as pernas dela só sustentavam 50% dela àquela altura. O resto era eu e a Tarsila. Abraçada a mim, a Bi vocalizava e aguentava o quanto podia. Até que de repente, splash! A bolsa se rompeu, esparramando líquido amniótico e sangue por todo o chão do PPP. No início do relato, mencionei que tudo começou com um líquido escorrendo pela minha perna né. Pelo tanto de líquido que saiu durante o trabalho de parto, concluímos que só havia ocorrido uma fissura e eu não estava com bolsa rota. Com a roupa toda suja, perguntaram pra Bi se ela queria outra roupa; e ela, sem pestanejar, disse que continuaria do jeito que estava, “como veio ao mundo”. A “partolândia” apronta cada uma conosco! Uma das primeiras recomendações que dei a Tarsila nos encontros de doulagem foi que orientasse a equipe a me deixar vestida o máximo de tempo possível. Mas na hora do vamos ver, foi eu mesma que não quis saber de roupa.

Depois disso, fomos para um banquinho em “U” (Banqueta para Parto de Cócoras), onde ela tenderia a ficar mais acocorada, facilitando a abertura do caminho para Lucas. E dá-lhe vocalização! Mais um pouquinho, e a Bianca começaria a fazer força involuntariamente, mas parecia não ser suficiente (eu mais gritava que fazia força pra falar a verdade, isso acabou com minhas energias). O efeito da “partolândia” na Bi era cada vez mais claro à medida que as costas dela deixavam de ser a dor principal. Nessa hora, estava a Bi sentada no “U”, eu num banquinho maior atrás dela, apoiando-a ora com as mãos, ora com os joelhos, porque minhas costas também começavam a reclamar. A doula estava ora me apoiando, ora apoiando a Bi. A enfermeira e a obstetra estavam sentadas no chão na frente da Bi, monitorando dilatação, batimentos etc. E foi pouco depois de um desses monitoramentos que houve uma esguicho de líquido amniótico com sangue na obstetra e o Lucas estaria finalmente vindo. Dra. Camila pediu que Bianca sentisse o topo da cabecinha dele coroando, pois ela não o estava sentindo descer (relutei para colocar a mão, nem sei por que). Mas aí é que está o momento mais mágico pra mim. Eu sentia ele descer de onde eu estava. Eu conseguia sentir toda a movimentação dele. E eu dizia tudo o que eu sentia ao ouvido da Bi. Foi uma sensação realmente mágica de sintonia e unidade. E como me deu força e me fez acreditar que realmente o nascimento estava próximo.

Bi continuou a vocalizar e fazer força e vocalizar e fazer força até que a cabecinha saiu e logo depois, às 22:35h, o Lucas por inteiro. Indescritível aquele momento. Ele vindo em sangue e choro pro colo da mãe e eu por trás da mãe, apoiando seus braços. Naquele mesmo instante, ele já procurou o peito da mãe. Meu mocinho mamador já nasceu com uma pega perfeita.

Nessa hora, a equipe do hospital adentrou o quarto e já foi tomando as providências para cuidar e tratar do Lucas. Bi estava totalmente atônita, parecia que dormia de olhos abertos, ainda no banco em “U” (eu estava era passando mal mesmo, perdi minhas forças). Dra. Camila segurou o cordão umbilical para que eu o cortasse; e só depois carregamos a Bi para a cama (tive um rápido desmaio neste momento) para que a Dra. Camila avaliasse a necessidade de suturar e esperarmos a placenta nascer. Neste momento foi necessário colocar um pouco de ocitocina no soro. E sim, eu tive laceração, levei alguns (vários) pontos.  Com a Bi na cama, fui acompanhar o Lucas nos procedimentos natais. Como antes já havíamos exposto que nosso parto seria humanizado, não foram feitos a maioria dos procedimentos invasivos que geralmente fazem. Não o esfregaram, nem deram banho e nem aspiraram. Só o limparam, o mediram, o pesaram, o examinaram e pingaram o colírio nos olhinhos dele (este protocolo não conseguimos vencer), mas ele nem chorou nessa parte.

Testes e exames feitos, Lucas foi mamar. Disso essa mãe entende bem, né, mô! Devolvo a palavra a ela... (Foi um prazer, pessoal! Até a próxima!)

E aí novamente Lucas mostrou que já tinha nascido sabendo mamar e fez uma pega linda já na primeira mamada que ocorreu dentro de sua primeira hora de vida, mantendo o contato pele a pele que é tão importante neste início de conexão maternal.

Doeu parir? Sim, doeu demais. Doeu ao ponto do meu primeiro pensamento ao sair da sala de parto para o quarto ter sido: “nunca mais vou ter outro filho na minha vida!” Foi isso que ficou gravado em minha memória de toda esta experiência? Não, depois de uns 15 dias após o parto não fazia mais ideia de como era a dor das contrações, do que senti na hora do expulsivo. Dor é muito diferente de sofrimento, eu sabia que aquela dor era necessária para meu filho nascer e encarei ela. Como deu para perceber, o parto foi natural e não recebi analgesia. Por um único momento, já lá nos “finalmentes”, eu gritei: “QUERO ANALGESIA!” E aí me falaram: “Bianca ele já está nascendo, tem certeza?” E aí me calei, o pensamento foi: "do jeito que este hospital está parado por conta do jogo do Brasil, é mais fácil eu parir logo do que esperar este anestesista aparecer por aqui (rsrsrs)". Mas em nenhum momento, pensei em pedir uma cesárea, acho que todas da equipe esperavam em algum momento este pedido, afinal eu era a cesarista que tinha caído de paraquedas no mundo da humanização. Mas naquele ponto ali já tinha entendido que eu era capaz e que meu filho viria sim de forma natural. Acho importante contar que o meu pós-parto não foi fácil como costuma ser para quem tem parto vaginal. Além da laceração que me incomodou por 1 mês, eu tive anemia pós-parto e desmaiei outras duas vezes no hospital. Isso esticou minha estadia no hospital de 2 para 5 dias. Lógico que fiquei bem chateada de não ter sido contemplada com um dos melhores benefícios de ter um parto vaginal; mas ao longo do tempo, entendi que tudo que aconteceu tinha um porquê e hoje, caso eu tenha um outro filho (já viram que esqueci aquele primeiro pensamento pós-parto, né), ele com certeza nascerá via parto natural humanizado. Este parto me fez ser uma nova mulher: mais forte, mais leoa, mais conectada com meu corpo. 

Espero que tenham gostado da segunda parte! Se você ficou muito perdida com os termos utilizados neste relato, aguarde meu novo post, onde explicarei um pouco sobre o movimento de humanização do parto. 

Para finalizar, deixo vocês com um simples registro que fiz do nosso parto. Não contratamos fotógrafa, mas nossa equipe se encarregou de registrar os melhores momentos. Obrigada Tarsila, Tanila e Camila, vocês nos provam em cada atitude que acima de profissionais da saúde são profissionais humanizadas e sensíveis a este momento tão importante na vida de uma família.



Aguardo seus comentários e se tiverem alguma dúvida, fiquem a vontade! Beijos.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RELATO DE PARTO - PARTE I - COMO UMA CESÁREA VIROU UM PARTO NATURAL HUMANIZADO

Para vocês entenderem melhor meu relato de parto, achei melhor começar contando quem eu era antes dele. Por isso, essa primeira parte é para contar sobre minha vida antes do parto. E no próximo post, farei o relato do parto.

Primeiramente, eu já era mãe, de um lindo menino, que nasceu fruto de uma cesárea eletiva muito desejada. Sim, eu desejei ter meu primeiro filho de cesárea desde antes dele ser um feto. Não, eu não faço parte do grupo de mulheres que acham que a tecnologia está aí para ser usada. Também não tinha medo da dor do parto, pois já tinha passado por muitas dores físicas nesta vida. Porém, a dor de perder o controle e a previsibilidade dos acontecimentos isso sim sempre me afetou muito. Não saber o “quando” e o “por quanto” tempo sempre me assustou muito e em se tratando de primeiro filho, me aterrorizava mesmo. Junto com tudo isso morava mais de 1000km longe da minha família e não concebia a ideia de ter meu filho sem minha mãe por perto para me amparar e ajudar nos primeiros dias. Por tudo isso, não me arrependo da escolha, foi a adequada e conveniente para a maturidade e conhecimento que eu tinha à época.

Além de mãe, sou psicóloga e, depois do nascimento de Davi, comecei a escrever sobre assuntos maternos e cada vez me aproximar mais de pessoas ligadas à humanização do parto. Eu sempre soube deste movimento, mas antes, pela confiança de que a minha decisão anterior foi muito ponderada e individualizada nunca me atrevi a entender o que o movimento tanto buscava. Mas sempre escutava muitas indagações e opiniões adversas das ativistas principalmente quando o assunto era o porquê de ter tido uma cesárea agendada. Sinceramente, a forma incisiva que muitas ativistas abordam as mulheres faz com que muitas destas não tenham muito interesse em entender porque tanto se discute parto normal x cesárea. Mesmo eu, que nunca achei que cesárea era a melhor forma de nascimento e sempre admirei o parto normal, me afastava da temática pela forma rígida como eu sempre era abordada.

Mas voltando à gestação do meu segundo filho, foi no anivesário de 1 ano do mais velho que descobrimos que a família aumentaria. E aí começamos a procura por um obstetra do plano de saúde. Já não morava mais no mesmo estado que meu mais velho tinha nascido, então era tudo novo de novo. Após 1 ano de mãe uma coisa eu já havia aprendido (ou pelo menos achava que tinha aprendido): esperar a hora que o bebê realmente quer nascer era muito importante. Na época, o que me fez chegar a esta conclusão, foram as dificuldades que tive com meu mais velho com relação a amamentação. Meu filho não mamou nas primeiras horas de vida, nasceu muito sonolento e só o coloquei no peito após umas 5 horas de nascido e isso porque pedi para meu esposo me ajudar, pois nenhuma enfermeira se prontificou a me ajudar (e eu até recentemente nunca tinha me tocado de que tinha sido “vítima” do sistema obstétrico nacional). As semanas seguintes ao nascimento dele também foram assim e ele só perdia peso. Depois de 15 dias de nascido e eu batalhando para continuar na amamentação exclusiva, decidimos complementar como a pediatra tanto pedia. Pronto, nunca mais largou a mamadeira, já o peito foi deixado de lado aos 5 meses de vida. Determinada a escrever uma história diferente com meu caçula, decidi que eu entraria em trabalho de parto desta vez e aí sim, faria uma cesárea.

Cheguei com este meu plano a vários obstetras e todos eles foram categóricos em afirmar que eu não podia entrar em trabalho de parto e muito menos parir sob o risco ENORME de ter uma ruptura uterina, já que tinha uma cesárea anterior e ela ainda era recente. Teria que ser uma cesárea eletiva novamente. Após escutar algumas vezes a mesma história me conformei com este fim, mas isso ainda estava longe do fim. Com 4 meses de gestação, voltei a procurar obstetras, pois tinha recebido um diagnóstico “errado” de placenta prévia e após conversar com várias pessoas ligadas à humanização (inclusive com aquela que seria minha doula), decidi colocar em pauta novamente entrar em trabalho de parto, mas persistia querendo uma cesárea. Achei enfim um obstetra que a princípio concordou que eu poderia entrar em trabalho de parto.

Em paralelo, me indicaram entrar em uma turma de Yoga para Gestantes (mais uma vez aquela que estava me guiando rumo à informação segura, a minha amiga doula) e lá fui eu já com 5 meses de gestação. Chegando lá encontrei um monte de mulheres verdadeiramente empoderadas em parir naturalmente, algumas em casa, outras no hospital e ainda algumas numa tal de casa de parto (não fazia ideia que isso existia no Brasil e ainda pelo SUS). Fiquei caladinha na minha, achei melhor não expor que faria uma cesárea, até porque eu nunca tive nada contra parto normal, só não me achava capacitada psicologicamente para isso. Foi então que um dia a turma se organizava para assistir todas juntas o documentário “O Renascimento do Parto” e eu solto a seguinte frase: “Ah, quero vê sim, mas posso fechar os olhos nas cenas de parto?”

Pausa para os olhares assustados que eu recebi...




Me entreguei sem perceber, logicamente todas concluíram que meu primeiro filho tinha nascido de cesárea e o próximo também seria assim. Felizmente, como todo relacionamento saudável, ninguém me julgou, aceitaram minha falta de informação e acredito que pensaram: “essa aí precisa mesmo assistir o documentário.”

Quando estava na 35º semana fui para minha consulta do pré-natal e para minha surpresa o Doutor tocou no assunto do parto. Ainda não comentei com vocês, mas minha DPP (Data Provável do Parto) era no meio de dois feriados seguidos e ainda no meio da Copa do Mundo do Brasil, sendo que moro em uma cidade-sede. O Doutor provavelmente já querendo programar o feriado dele e faltando ainda um mês para a DPP, já começou com aquela famosa “conversinha” para o agendamento da cesárea. Eu fiquei muito chateada de ter sido pressionada daquela forma, porque primeiro ele voltou atrás de algo que já havíamos combinado e, segundo porque ele tentou utilizar de argumentos que eu sabia não serem reais, incluindo o fator hormonal do trabalho de parto não ser importante para a amamentação. Mas o que me deixou mais indignada foi escutar a seguinte frase: “eu sinto pena que você queira sentir dor”. Saí dessa consulta muito estressada e perdida, pois sabia que se continuasse com aquele médico, eu não conseguiria aguardar o trabalho de parto, mas, ao mesmo tempo, estava já no fim da gestação, como achar um obstetra que me deixasse aguardar a hora do meu filho?

Não por acaso (realmente acho que teve um dedinho de Deus aí), no dia seguinte, era o encontro com as meninas do yoga para assistirmos o documentário e é claro que tudo aquilo ali passou a ter um sentido enorme para mim. Foi como se tivesse caído uma cortina que me impedia de ver, coisas óbvias, como o fato de o nascimento ser algo fisiológico, devendo ser separados os casos excepcionais, em que realmente exista algum impedimento de parir. Entendendo isso não tinha porque renegar a natureza e “extrair” cirurgicamente um filho. Contei para elas o que tinha acontecido no dia anterior e recebi muito apoio para promover uma mudança em minha vida. Cheguei em casa disposta a tirar essa mesma cortina dos olhos do meu esposo e, no mesmo dia, assisti novamente o documentário, agora com ele. E para minha surpresa, aquele homem que desmaiou ao me ver sendo suturada na cabeça e que todos desconfiamos que mal aguentaria ficar comigo na cesárea do Davi, assistiu todo o filme e já nos 10 primeiros minutos me disse: “Precisamos fazer algo para mudar o nascimento de Lucas!”

E foi assim que uma cesárea virou um parto natural humanizado na 35º semana de gestação. Fui acolhida por uma das obstetras que se dedica para fazer a diferença neste cenário. Me conformei que não conseguiria este tipo de parto pago pelo plano de saúde, mas decidimos que este seria o melhor investimento feito em nome de nosso filho. Corri atrás de estudar e assistir todos os partos possíveis (sim, eu perdi o medo de ver parto). Liguei para aquela minha querida amiga doula que tanto guiou meus passos para este caminho e logicamente a chamei para nos acompanhar nesta nova aventura. Fui a rodas de conversa destinadas a esclarecer dúvidas e tive a grata surpresa de ver as obstetras da cidade também participando. E também procurei apoio nas amigas que de algum modo conheciam esta realidade paralela (doulas; mães que pariram; mães que quiseram parir, mas foram engolidas pelo sistema). O meu muito obrigada a todas vocês!

Essa foi a nossa caminhada até chegar ao parto de Lucas. Então lhes digo duas coisas:

- Se você QUER ter um parto natural humanizado, saiba que terá que lutar por isso. Estudo e pesquisa são fundamentais para não ser "engolida" pelo sistema.  Participar de uma roda de apoio ao parto humanizado te ajudará a encontrar quais os profissionais que realmente lhe ajudarão neste objetivo.
- Agora se você apenas GOSTARIA de ter um parto natural humanizado, tenho que lhe contar que é preciso mais. É preciso querer verdadeiramente! Do contrário, o máximo que você poderá conseguir é um parto normal infelizmente repleto de intervenções desnecessárias!


Estou à disposição para ajuda-las no que for possível! Até a PARTE II do Relato, mam@es!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Retornando com o blog em 3,2,1...


Olá Mam@es queridas!!!


Retorno a escrever neste blog após 1 ano e 8 meses de afastamento. Estou sentindo uma necessidade gritante de contar sobre o que aconteceu comigo desde que meu primogênito nasceu, e com estes relatos, quem sabe poder auxiliar outras mam@es que assim como eu, não tem medo de se transformar! 

Perceberam que usei o termo primogênito né? Sim, Davi agora é meu filho mais velho! Nossa família cresceu e após 1 ano e 8 meses do nascimento do Davi, já temos em nosso convívio Lucas, com 2 meses de vida.

Lucas é a razão do retorno deste blog, pois ele veio para me desconstruir enquanto mãe e me reinventou de tal forma que estou até agora sem saber como pude ser outra. Se você conheceu este blog antes, aguarde novos post para saber o que aconteceu em nossas vidas. Se você me conheceu a partir do nascimento do Lucas, leiam, por favor, meus textos, Pelo direito da escolha do Parto! e Amamentação: nem sempre é como no comercial do Ministério da Saúde. Sei que vocês vão rir, assim como eu, ao reler isso. 



Minha família atualizada





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Enxoval EUA - O retorno!!!

Olá mam@es, inspirada por minha cumadre de casamento que descobriu estar grávida e pediu minha ajuda para fazer o enxoval nos Estados Unidos, decidi fazer este post falando sobre o uso de tudo que comprei para esta primeira fase do meu filho, de 0 a 3 meses!!!

Vamos lá as minhas considerações:
  • Estação do ano - eu saí do Brasil com a tabelinha certinha de qual estação do ano estaria meu filho em determinada faixa etária, mas mesmo assim errei muito ao comprar roupas de manga cumprida para meu filho. Eu moro no RS há pouco mais de um ano e o clima aqui neste ano que passou foi meio doido, então desde outubro só tem calor, nada de frio. Outro fator que me fez comprar muita coisa de manga cumprida, inclusive macacões de recém-nascido, foi o fato de eu ter pensado que bebê pequeno só andava empacotado!!! Faça frio, faça sol, meu filho não andará de perna de fora e manga curta quando for pequenininho; este era meu pensamento. E eu pratiquei isso nas primeiras duas semanas, mas toda vez que ia na pediatra ela pedi para eu tirar mais alguma peça de roupa!!! E meu filho é bem calorento, então tem ficado desde a terceira semana só de body de manga curta e nada mais! Meia??? Comprei um montão e o pior, tudo grossa, ele só usa se vamos para algum lugar com ar condicionado forte. Touca e luvinha de recém-nascido? Também tenho um monte, porque além de comprar, é algo que se ganha muito; não usei nem metade. Conclusão: Se seu filho nascer no calor, como o meu, só compre uma muda de roupa de frio para o caso de um dia mudar o clima e para a maternidade que as enfermeiras adoram vestir no bebê um body, um culote e ainda uma macacão por cima; do contrário, se nascer no frio, invista nisso e compre no máximo uma muda de roupa de calor. 
     
    Olhem quanta touca e luvinha! Ele não usou nem metade e muitas hoje não entram mais na cabecinha dele!!!

  • Roupas de recém-nascido - não há uma grávida neste mundo que não escute a seguinte frase: não compre roupa de recém-nascido que eles não usam nem uma semana! Eu acredito que exista sim bebês que já nascem cabendo perfeitamente nas roupas P, mas meu filho que nem nasceu tão pequeno assim (3,065kg e 47cm) usa roupas de RN até hoje (3 meses, no minimo 5,0kg e mais de 55cm). É claro que agora elas estão justinhas, mas ainda cabe. Talvez seja pelo fato das roupas de recém-nascido dos EUA serem divididas em kg e eu comprei as de recém-nascido maior. Então, compre sim roupas de recém nascido, porque serão úteis, não há nada mais desanimador do que vê seu piquerucho todo lindo naquelas roupas enormes!!!
  • Pijama: pois é, eu comprei pijama, mas aqui em casa até agora o Davi dorme só de body mesmo! Talvez este adereço seja algo que o bebê use quando ficar maior e dependendo do clima também! Até para ele entender que quando coloca aquela roupa está na hora de dormir! Espero uma hora passar a usá-lo, pq comprei pijamas lindissimos para meu filhote!rsrs
  • Visualização das compras: Meninas ao acabar o dia de compras reuna as roupas que comprou para cada faixa etária e tire uma foto para no dia seguinte se recordar o que já comprou. O que ocorre é que normalmente vc não entra uma vez na Carters (por exemplo) e não volta mais lá, como vamos em vários shoppings entramos em todas as lojas novamente para vê se algo que não tinha na primeira tem nessa. E aí ficamos naquela dúvida: será que já comprei isso ou algo parecido? Pelo menos nessa primeira fase, o que já deu para perceber é que meu filho só tem short quadriculado, de cores diferentes, mas todos quadriculados!!! rsrsrs
  • Mamadeiras: As escolhidas por mim foram da Avent e elas realmente são muito boas! Como vocês já sabem meu filho além de mamar peito, também toma complemento e apesar de eu ter tentado fugir da mamadeira, quando você pecebe que o complemento será a longo prazo a praticidade fala mais alto e nos rendemos a elas. Hoje, porém, minha escolha teria sido diferente. O que ocorre é que o bebê tanto quando mama no peito, quanto o que mama na mamadeira acaba engolindo ar, isso é um fator gerador de cólicas e também dos chatos soluços. Então, hoje minha escolha seria a mamadeira da Doctor Brown que tem um sistema que não permite formar as bolhas de ar no leite. #ficaadica
  • Carrinho+bebê conforto: Esta é com certeza a compra mais difícil de se fazer, é muito difícil escolher o melhor carrinho e você acaba percebendo que inevitavelmente você terá que comprar um carrinho menor e mais leve para ser usado em passeios depois que o bebê já senta. A minha escolha foi o Pliko Stwich Compact da Peg pérego. O carrinho é bom, foi muito utilizado no primeiro mês para o Davi dormir no nosso quarto. A estrutura fecha fácil, mas precisa ter um jeitinho e na pressa esse jeitinho nunca aparece!!! Agora o bebê conforto é pesado e muito quente! Davi sua muito sempre que fica nele, mesmo estando no ar condicionado. Não seria mais a minha escolha hoje!
  • Cadeira vibratória/balanço: Mega recomendo! Eu não trouxe dos EUA e me arrependi! Faltou espaço na mala e deixei pra lá, mas hoje deixaria de trazer algumas coisas para trazer a cadeirinha! O que gira em torno de $35 dólares lá, por aqui é quase R$ 400,00. Mas é um utensílio realmente muito utilizado após o primeiro mês e muito bom para a mãe fazer suas coisas em casa. Com ela o bebê fica numa posição que dá para vê a mãe e também dá para começar a brincar, assim ele não fica tão entediado e a mãe pode tomar seu café, fazer a comida, ir ao banheiro (rapidinho, mas dá para ir)! Eu comprei o modelo da fischer price, primeira infância, ela vibra, é balanço e também fica paradinha, dá para alimentar o bebê nela. E também a recomendo porque ela aguenta até 18kg, diferente da maioria das cadeirinhas que aguenta até 12kg. 
  • Tapa sol para carro: vale a pena medir o tamanho da janela do carro antes de viajar! Não fizemos isso e claro que compramos um menor que o vidro! Conclusão: Não tapa todo o sol necessário! #ficaadica2
 Mam@aes, por hoje é só! Acho que deu para dar uma ajuda inicial para quem ainda está pretendendo viajar e quer saber meus primeiros erros!!!

Beijos e até mais!



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Voltando a ativa: Ninho no berço

Olá mam@es!!! Estou tentando voltar a atualizar o blog com frequência, agora meu pequeno está virando hominho e está com mais regularidade de sono, então será mais tranquilo atualizar!

Tenho tantas coisas para escrever, esses primeiros 2 meses e meio do meu filho tem sido uma escola de vida. Hoje vou me dedicar a ensinar uma técnica que me ajudou muito a fazer meu filho dormir no berço dele.

Não sou criadora desta técnica, a conheci através do site Minhas dikas baby e como vocês sabem não gosto de ficar repetindo algo que já foi explicado por alguém, então vou explicar a essência e os detalhes é só vocês entrarem no link que está tudo explicadinho!

Quem já está com o filhote em casa, provavelmente já percebeu que nos primeiros meses, ao colocar o bebê no berço para dormir eles acordam pouco tempo depois. Algumas mães falam: parece que tem espinho no berço do meu filho! Quanto menor o bebê mais dificil é eles dormirem por longos períodos no berço. Isso muitas vezes vira uma das razões para os pais adiarem a ida do bebê para seu quarto. Isso ocorre, pq o bebê muito pequeno se sente solto no meio daquele berço enorme, não sente um aconchego! Uma solução simples é colocá-lo para dormir enrolado em um cueiro, fazendo um charutinho! Mas aqui em casa isso nunca funcionou, o Davi não gosta de ficar com seus movimentos limitados! A outra solução é o ninho no berço. Que nada mais é que uma toalha de adulto, enroladinha e depois colocada no berço no formato de um U. Olhem o Davi com um mês e meio no seu ninho:
Davi tava magrelinho ainda, agora ele está tão gordinho!!!


O passo-a-passo está aqui no link do site Minhas dikas baby! É uma dica prática e custo zero!!!

Beijos mam@es!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um ótimo 2013!

Estou um pouco atrasada, eu sei, mas com filho pequeno ganhamos fichas para desejar felicitações atrasadas!

Que o ano de 2013 seja repleto de sentimentos positivos e alegrias em nossas vidas e dos nossos filhotes!

Segue um Feliz Natal do meu papai noel:

Até o próximo ano! Espero conseguir retomar as atividades aqui no blog!
Bjos mam@es!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Amamentação: nem sempre é como o comecial do Ministério da Saúde

Olá Mam@es! Hoje finalmente consegui um tempinho para contar meu grande desafio da maternidade: a amamentação!

Enquanto eu estava grávida, minha única preocupação com relação ao assunto é se eu teria ou não leite para dar mamar ao Davi. Me preocupava porque tinha uma histórico na minha família, que minha mãe não teve leite para me amamentar (bobagem total, isso não é hereditário!!), também porque meu seio quase não cresceu durante a gestação (outra bobagem, tamanho não é documento) e também porque eu achava que somente isso poderia atrapalhar meus planos de amamentar meu filho. Mais uma bobagem, descobri que para amamentar não basta ter leite, muitas outras variáveis estão presentes e fazem com que nem tudo ocorra como o planejado!

Relatando meu caso: no inicio o Davi só queria dormir, então mamou bem pouco na maternidade e eu fui pouco orientada por conta disso. Eu achava lindo ele dormindo a noite inteira, enquanto na verdade eu deveria me preocupar porque ele não poderia ficar mais de 3/4 horas sem se alimentar. As poucas vezes que ele mamou lá, ele pegou direitinho, mas mamava que nem um reloginho: 20 minutos. Quando chegamos em casa, já sabia que tinha que acordá-lo para mamar, mas ele continuava com esse padrão de mamar pouco, logo dormia no peito! Fui na pediatra ainda nos primeiros dias de vida dele, por conta de uma icterícia e já vi que ele continuava perdendo peso, a pediatra já pediu para complementar. Como disse no meu outro post, meu mundo caiu! Como nós somos despreparadas para aceitar que as coisas não são como nós planejamos e não adianta bater o pé. Passei mais uma semana relutando dar o complemento e é claro, ele continiuou perdendo peso. Parei de brigar com o meu sonho de amamentação exclusiva no seio e complementei em todas as mamadas. Claro, o foco mudou para fazer de tudo para ele não largar o peito. Usei mamadeira de fluxo dificil, depois descobrir a sonda de relactação, contratei consultora de amamentação, aluguei a bombinha elétrica mais potente do mercado para tentar complementar o máximo possível com o meu leite. Na verdade continuava a brigar com o complemento, mas sem deixar de dá-lo. Até que meu filhote ao fim do primeiro mês, finalmente engordou e quase atingiu o peso ideal para o mês, faltou somente 100g! Aí a pediatra falou: pode ir tirando o complemento! UFA que felicidade!!!! Fim... Ou não! Não é bem o fim da história, experimenta ir diminuindo o volume de complemento do seu filhote para vê o que ocorre: berreiro! Ele chora de gritar quando acaba a mamadeira com menos quantidade que fiz para ele! E como saber se ele tá nesse choro pq tá com fome, pq tá de manha, pq quer continuar sugando algo???? Não tem como saber, ele já mama bem mais tempo no peito, em média 40/50 minutos; mas não tem como medir o quanto isso é em leite e aí qndo vc tá nesse processo de tirar complemento, você sempre pensa que chorou tá com fome! E este é o meu momento: já diminuir o complemento e já voltei a  aumentar, porque ele ficou extremamente irritado esses 4 dias que o complemento foi racionado! Olha não é fácil! E agora a pergunta que me faço é: para que mesmo que eu quero tirar o complemento? Sinceramente já nem sei responder essa pergunta!

E para que estou relatando tudo isso? Para você que ainda será mãe saiba que é preciso diminuir a expectativa com relação a isso e aceitar que amamentar não é fácil e nem sempre será possível! E também para que aquelas que já são mães e passaram por problemas com a amamentação saibam que não estão sozinha no barco, para a grande maioria das mães, sempre haverá um probleminha com relação a amamentação! Pode ter certeza persistência é tudo neste quesito, eu continuo persistindo, mas tenho tentado ser menos cabeça dura, o que importa é meu filho estar bem alimentado, seja do meu leitinho ou seja com um leite artificial!

Poderia ficar aqui horas falando sobre a amamentação, mas o filhote me chama para seu mamar, então fica para um próximo post!

bjos

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Está dificil postar...

Mam@es, está tão difícil ter tempo para postar coisas novas! Tô doida para fazer um post novinho sobre amamentação, com certeza a parte mais dificil da maternidade, mas os cuidados do filhote me ocupam o dia inteiro! Em breve, voltarei!

Segue a foto do primeiro sorriso voluntário do meu filho, momento pelo qual compensa todas as dificuldades da maternidade!

Lindo da mamãe!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um bebê em minha vida! E agora???

Olá Mam@es! Como já postei aqui meu Davi nasceu no dia 27/10 e me trouxe além de muita alegria, felicidade e amor incodicional; medos, angústias e preocupações! Não tenho muito para relatar sobre meu parto! Foi uma cesárea agendada, do jeito que eu queria, mas confesso que na hora da anestesia parei e pensei: o que tô fazendo aqui??? Mas como disse no meu post Pelo direito da escolha do parto! foi lindo e me sentir realizada assim como uma mãe de parto normal! Me apaixonei logo de cara por aquele serzinho todo cheio de vérnix (material branco gorduroso que cobre o bebê) que me apresentaram! Tinha medo que isso não acontecesse, pois li em vários lugares que o amor incondicional vem com o tempo, mas sinceramente foi paixão e amor a primeira vista! Durante a estadia na maternidade meu filho foi um principe, só dormia e de vez em quando mamava, me sentia a mãe mais sortuda do mundo, meu filho dormia a noite toda (só descobri que eu devia acordá-lo para mamar na primeira consulta ao pediatra!!). Mas foi só chegar em casa para tudo mudar! Parece que na maternidade colocam um chip para eles ficaram calmos e não darem trabalho para as enfermeiras, ai quando dão alta tiram sem que vejamos!
Em casa ainda no 3 dia de vida já conheci o que é um bebê tendo crises de cólicas! A pediatra diz que isso não é possível até os 15 dias de vida, mas se chorar como se eu tivesse matando ele e se espremer todo para soltar um misero pum não é cólica, eu não sei o que é. Foi também chegar em casa e ele decidiu não mamar no peito direito, só queria o esquerdo (e ainda agora na 3 semana de vida é assim!). E ainda saiu um pouco amarelinho do hospital, então tivemos que acompanhar se a icterícia iria se desenvolver ou não. Já no 5 dia de vida dele fomos ao pediatra pois eu já tava desesperada que ele não mamava direito e as cólicas só pioravam, ele tava perdendo peso e a pediatra pediu para complementar! Pronto, meu mundo caiu. Por mais racional que eu seja e desprendida das coisas não podia acreditar que eu tendo leite, teria que dar leite artificial para meu filho. Fora aquela tremenda dúvida: mas se eu der mamadeira será que ele vai pegar meu peito novamente? Entrei em crise e resistir dar o complemento por mais uma semana! Decidi que ficaria o dia inteiro com ele no peito se fosse preciso, mas não daria o complemento. Só que o mocinho não chora de fome e dorme pra caramba, conclusão: continuou sem engordar e ainda perdeu algumas gramas. Parei de resistir e a brigar comigo mesmo e estou complementando! Aí vc pensa: mas se vc tem leite é só tirar e dar o seu próprio leite! Bingo, mais uma das coisas que parecem ser simples mas não é! Na ordenha vc tem que ficar 1hora para tirar 10ml. Aí peguei uma bombinha elétrica da minha irmã, mas como é das portátil tenho ficado 15 minutos e tirado 40/50ml. Isso só dá complemento para uma mamada! Como além de tirar leite temos que cuidar do bebê e descansar, só tenho conseguido tirar leite para duas mamadas, as demais tem sido com leite artificial mesmo. E eu que na gravidez só me preocupava se teria leite ou não... Ninguém me contou que a amamentação depende de muitos outros fatores além disso!
Quando estava grávida lia todos estes artigos do lado difícil da gravidez, já querendo me preparar para o pior, mas gente acredite, isso não é possível. Você que ainda será mãe e está lendo este post, pode acreditar que mesmo lendo este meu relato não estará preparada para a parte difícil da maternidade! Quando você vê seu filho chorando de ficar sem ar porque não consegue evacuar e soltar os gases, você perceberá que dali para frente sua vida nunca mais será a mesma, que você sofrerá e de repente vai querer chorar junto com seu filho porque você não pode fazer quase nada para melhorar a dor dele! E aí você perceberá que será assim pelo resto da sua vida, que hoje são as cólicas, mas que amanhã pode ser o choro por um amor perdido e você continuará de mãos atadas, sem poder fazer nada para tirar o sofrimento do seu filho!
Mas acreditem há vida após a primeira semana de vida do seu filho e você, acredite se quiser, sobreviverá! E a cada semana as coisas vão ficando mais claras, você vai conhecendo melhor seu bebê e ele você. Além disso, ele vai se adaptando a esta vida fora da barriga da mamãe e aí as coisas vão ficando um pouco mais tranquilas! Mas aquele pensamento recorrente de minha vida nunca mais será a mesma, vai te acompanhar, não tem como ficar 100% segura que você dará conta de tudo, mas com apoio de pessoas queridas (aqui só tenho a agradecer a meu esposo e meus pais que vieram para me ajudar nas 2 primeiras semanas) você consegue seguir em frente e confiante!

É isso, mam@es, deixa eu ir que tem um mocinho se revirando no berço, querendo acordar!

bjos e até a próxima!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ausência do blog! Mas logo volto!

Olá mam@es!!! Estou ausento pelo motivo que todas devem estar pensando... Meu Davi nasceu dia 27/10, às 12:56, pesando 3,065kg e 47cm. Ele é lindo, cheiroso e muito gostoso! A paixão foi quase imediata, pois nasceu do jeitinho que eu imaginava e bem parecido comigo! Sempre achei meio injusto a mãe carregar por 9 meses e quando o bebê nasce é a cara do pai!! rsrsrs
Quero ainda esta semana fazer um post sobre a primeira semana do bebê, pois este período de adaptação é crucial e bem dificil, pode ser que eu possa ajudar as que ainda não chegaram a este ponto a se prepararem melhor! Mas a intenção não é assustar ninguém e sim deixar claro que a maternidade é linda e apaixonante, mas extremamente dificil!

Deixo uma fotinha do meu filhote para vcs conhecerem a nova razão do meu viver:

Até mais, mam@es!




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Escolhendo os padrinhos do seu filho!


Olá Mam@es! Reta final da gravidez, 37 semanas, e vai dando um preguicinha de escrever!!! Mas aqui estou eu, pois sei que depois que o Davi nascer, não vai ser por preguiça que não vou escrever e sim por falta de tempo!

Hoje escolhi este tema, pois foi algo que eu tive que morder minha língua! Eu sempre disse a vida inteira que não escolheria minha irmã ou irmãos do meu futuro esposo para padrinhos, porque essas pessoas já desempenhavam um "cargo" bem importante na vida do bebê que é serem tios da criança, então para que ser padrinho também???

Mas aí o tempo foi passando, a vida foi mudando e se transformando! Nem eu e nem meu marido temos raízes em um único lugar, temos sim amigos, mas sempre estão a distância, pois nos mudamos com frequência. Alguns conseguimos manter, mesmo com a distância, outros nem tanto. E aí quando você pensa na escolha de um padrinho para seu filho, o que é que primordialmente você quer? Alguém que esteja sempre por perto! No nosso caso, quem eu tenho certeza absoluta que mesmo com o nosso muda-muda de cidades vão estar sempre por perto e indo nos visitar e vice-versa? Os irmãos com certeza, além dos nossos pais! Por aí toda aquela teoria que os tios já tinham um "cargo" suficiente na vida do nosso filhote foi por terra e passamos a perceber que sim, eles poderia também desempenhar este papel super importante na vida dos nossos filhos.

Mas estarem por perto não é a única questão a se pensar ao escolher os padrinhos, também é importante escolherem pessoas que compartilhem das mesmas crenças, valores e ideais; afinal a ideia dos padrinhos é que na falta dos pais, eles criem ou ajudem na criação da criança. Então, por mais amor e carinho que vocês tenham por uma pessoa, é sempre prudente se questionar se aquela pessoa vai criar (caso necessário) seu filho nos mesmos preceitos que você acredita. Aqui em casa, da minha parte só tenho uma irmã, casada e com um filho e da parte do meu esposo tenho uma cunhada, ainda solteira e um cunhado já casado e com dois filhos. Decidimos que a criação que nossos irmãos dão aos seus filhos é exatamente o modelo que queremos seguir e eles nos inspiram muito. Também percebemos que quando tivermos alguma dúvida para lidar com nossos filhos, com certeza vamos recorrer a eles. Pensando nisso, optamos por fazer algo que minha irmã também fez com o filho dela (meu afilhado lindo, Arthur), de chamar os irmãos para serem padrinhos e seus respectivos cônjuges serem os chamados padrinhos por tabela (tem a mesma importância, só não assinam um papel na igreja)! 

Somos católicos e na igreja além dos padrinhos também é possível ter um casal ou somente uma pessoa com madrinha/padrinho de consagração. Para desempenharem este papel, optamos por aí sim chamarmos amigos de longa data que apesar da distância mantemos contato frequente. No caso, meu marido chamou um amigo, que sem ele nem teríamos nos conhecido, e eu chamei uma amiga da escola, que depois de anos reencontrei e nunca mais perdemos contato. São pessoas que temos muito carinho e que percebemos que a recíproca é verdadeira! Ah... Acho que vale uma conversa de que padrinho de consagração também é importante, assim como os padrinhos que assinam na igreja. Eu mesmo, sempre considerei mesmo como madrinha, aquela que foi  minha madrinha de consagração! Aliás, ela é um caso raro de uma pessoa que não é da família, mas que apesar do muda-muda dos meus pais (sim, eles nunca pararam também, mas as mudanças eram na mesma cidade), sempre esteve por perto e é uma das maiores referências na minha vida! Além de madrinha, foi minha mãe de leite, então o carinho que tenho por ela é carinho de filha para mãe!

Agora como convidar as pessoas para serem padrinhos dos nossos filhotes? Geralmente os padrinhos só são escolhidos ou chamados depois do nascimento do bebê, mas eu como a ansiedade em pessoa, não podia esperar tanto para isso (rsrs)! Com os padrinhos de consagração não consegui fazer nenhuma surpresa. O padrinho que é amigo do meu esposo já estava ciente que quando tivéssemos um filho seria padrinho da criança; aí quando descobrimos a gravidez a promessa só foi reafirmada. Com a minha amiga, eu a convidei em um almoço, eu uma das minhas visitas a Brasília. Mas aí tentamos fazer algo diferente para nossos irmãos, principalmente porque o irmão do André mora em Manaus e desde que descobrimos a gravidez não conseguimos vê-lo. E foi aí que me veio a ideia de fazer um vídeo-convite. Assim dava para fazer o convite e também explicar como funcionária, pois a nossa preocupação sempre foi deixar claro que o esposo da minha irmã e a esposa do meu cunhado também serão considerados padrinhos do Davi. Enviamos para Manaus e entregamos um video-convite para minha irmã quando estávamos em Brasília e pedimos para eles verem com suas famílias reunidas. Acho que nem precisa dizer a resposta do convite né? Como sou do tipo que gosto de compatilhar e inspirar idéias para outras pessoas, segue meu vídeo como modelo, caso optem por fazer algo parecido:





Então é isso mam@es!!! Espero que tenham gostado do post e que ele seja útil para ajudarem a refletir sobre o assunto!

Beijos e até o próximo post! Acredito que o último antes do nascimento do meu pequeno Davi!

Atualização em 20/10/2012: Olha saiu hoje uma matéria no UOL falando sobre o assunto.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fraldas de Pano - A nova polêmica!



Vamos lá, coragem Bianca!!!

Porque estou falando isso??? Simplesmente porque ontem escrevi este post e quando já estava finalizado, tudo bonitinho eu tive a capacidade de perdê-lo e não teve o que eu fizesse para obter sucesso em recuperá-lo! Coisas de gestante no fim da gestação, agente fica um pouco mais lesada do que já é na vida real!!! =)

Mas vamos falar sobre este assunto na qual ainda não estou 100% comprometida, já que meu bebê ainda nem nasceu! Ouvi falar das fraldas de pano modernas quando estava organizando minha viagem para os Estados Unidos. Lá já faz algum tempo que estas fraldas voltaram a atrair os olhares dos pais. Li um relato de uma mam@e que colocou em prática e na medida do possível conseguiu utilizar as fraldas e achei uma ideia razoável. Acabei não conseguindo trazer as tais fraldas dos Estados Unidos (dizem que as de lá, são as melhores), a grana tava curta e tive priorizar outras coisas, mas continuo pensando em tentar mais para frente comprar uma marca nacional e quem sabe colocar em prática.

Eu não sou uma pessoa Eco-chata! Na verdade, nem posso dizer que sou uma pessoa engajada nas causas ambientais, embora eu sempre faça o que está ao meu alcance (separo os lixos, economizo água, tento comprar só aquilo que realmente vou utilizar e faço doação do que não estou utilizando), então porque não tentar incluir algo na rotina que vai diminuir consideravelmente a quantidade de lixo produzido no mundo? 

Mas como disse não me considero uma pessoa tão engajada nas causas ambientais, então confesso que não foi somente isso que me chamou a atenção e me fez pensar em utilizar as fraldas de pano!!! O outro ponto muito a favor é a economia que se faz em fraldas. Se você pensar uma fralda descartável é bem mais barata que uma fralda de pano, que está custando cerca de R$25,00, mas as descartáveis já diz o nome, né? Além da fralda, você terá o custo dos absorventes que vão dentro de um bolso e se quiser mais praticidade para seu dia-a-dia já tem a venda também um absorvente que você coloca entre a pele do bebê e a fralda, o que dependendo da fase que seu bebê estiver nem suja a fralda e você só precisa descartar as fezes com o papel absorvente. Mesmo tendo que descartar algo com este método, trata-se de um absorvente biodegradável, o que diminuiu em muito o tempo dele no solo. Mas mesmo com esse investimento inicial necessário, cogita-se uma economia de R$3.500,00 em dois anos de uso de fraldas. 

Quer mais um motivo para pelo menos pensar nas fraldas de pano? As assaduras do bebê são muitas vezes causadas por conta dos agente químicos que compõe a fralda descartáveis. Outras vezes é porque a fralda não absorve bem o xixi e aí quando o bebê fica muito tempo molhado, acaba assando. Com as fraldas de pano a pele do bebê fica em contato direto com algodão e os absorventes que vão dentro da fralda, prometem absorver bem o xixi, deixando o bebê sequinho.

Decidi escrever este post, após um debate em uma comunidade no facebook, onde as já mam@es diziam que eu não conseguiria utilizar este método nem por uma semana! Eu entendo perfeitamente os comentários e sei que for tentar mesmo utilizar estas fraldas vou escutar um monte, de retrógrada a mãe desocupada! Parte destes comentários virá de pessoas sem informação e que não sabe realmente como funcionam as fraldas modernas. Muitas pessoas ainda pensam naquelas fraldas de pano que você dobrava e colocava no bebê com o alfinete, mas não é isso que estou falando, as fraldas de pano são semelhante as descartáveis, olha as fotos aí embaixo:
                                           
Outra parte das críticas virá das mam@es que realmente não tem perfil para utilizar estas fraldas. Entendo que não é algo que deva ser utilizado por todos, pois existem muitas variáveis para que se dê certo. Mas como ainda não testei para colocar minhas considerações, me aproveito de dois relatos que vi na internet de uma mam@e que conseguiu utilizar e de uma que não conseguiu e seus motivos.
A mam@e que conseguiu é a blogueira Luíza do Potencial Gestante. Neste post ela relata sua experiência com os prós e contras das fraldas de pano. Chamo atenção ao fato de ser ela quem cuida das lavagens das fraldas e não uma empregada doméstica, o que facilitaria muito a vida de uma mãe, e mesmo assim ela conseguiu por em prática. A outra mam@e que não se adaptou as fraldas de pano é a Marina do blog Mãerina e ela relata em uns 3 post as dificuldades dela. Com base no relato dessas pessoas é possível você tirar uma conclusão se as fraldas de pano foram feitas para você ou não. 

Eu penso em colocar em prática este plano bem mais para frente, quando o Davi estiver na fase das fezes sólidas, o que vai facilitar a lavagem das fraldas. Também acredito que não vou substituir 100% das fraldas descartáveis, acho que dê para utilizar as fraldas de pano em casa e as descartáveis na rua. Se vai dar certo só o tempo dirá, fica a promessa de voltar a escrever sobre o tema quando tiver experimentado no meu filhote Davi!

E você, o que pensa sobre o assunto? Já usou e tem um relato para nos contar? Fique a vontade para fazer comentários!